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Serra da Freita

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Visitar a Serra da Freita: roteiro com o que ver e fazer

Alguém pediu um verão no paraíso? A Serra da Freita é o destino perfeito para quem gosta de passeios em meio à natureza: trilhos, praias fluviais, poços, cascatas e paisagens de cortar a respiração! Mas o que visitar na Serra da Freita e no Arouca Geopark? Quais os melhores percursos pedestres e pontos de interesse turístico da região? Neste guia vamos revelar todo o nosso roteiro para uma das Serras mais bonitas e famosas de Portugal. Aproveite e venha conosco descobrir os principais locais a visitar para uma escapadinha de fim de semana a dois ou umas férias de verão em família.

Onde fica a Serra da Freita e o Arouca Geopark

O Arouca Geopark está localizado no distrito de Aveiro, a pouco mais de 60 km de distância das cidades de Aveiro e do Porto.

Sua área engloba todo o município de Arouca. Em 2009 foi eleito como Geoparque Mundial da UNESCO, por conta das formações geológicas únicas que se encontram na região. Ao todo são 41 geossítios à espera de serem explorados.

A famosa Serra da Freita faz parte do imponente Maciço da Gralheira, juntamente com a Serra da Arada, de São Macário e do Arestal.

Além do município de Arouca estende-se ainda para os municípios de Vale de Cambra e São Pedro do Sul, mas este último já faz parte do distrito de Viseu.

Vale referir ainda que grande parte dos geossítios do Arouca Geopark (mais concretamente 17 dos 41) está localizada no planalto da Serra da Freita.

Melhor época para visitar a Serra da Freita: quando ir

Já tivemos a oportunidade de visitar a Serra da Freita em todas as estações do ano, e a verdade é que todas elas são extraordinárias.

Nos meses de primavera a Serra da Freita presenteia os visitantes com as cores das flores e as cascatas estão magníficas.

No verão os dias são mais ensolarados, e os pontos turísticos famosos costumam atrair mais pessoas e, por estar muito calor, é mais difícil percorrer a pé alguns trilhos. Em compensação, é a melhor estação do ano para curtir e relaxar nas praias fluviais.

Já no outono, a região recebe os turistas com as cores típicas da estação e a probabilidade de apanhar temperaturas mais baixas é maior. Ainda assim, o outono é uma das alturas perfeitas para realizar percursos pedestres. 

No inverno, admitimos que não é a altura que mais gostamos de visitar a Serra da Freita, por conta da chuva, do nevoeiro e das baixas temperaturas que nos impedem de explorar melhor a região.

Onde ficar a dormir na Serra da Freita

Foto divulgação: Quintãs Farm Houses – Arouca, Serra da Freita

Se procura pelos melhores locais para ficar hospedado durante a sua visita à Serra da Freita e ao Arouca Geopark, saiba que a vila de Arouca e a pequena aldeia de montanha de Albergaria da Serra são os pontos certos.

A vila de Arouca é a localidade que acolhe e concentra a maior oferta de alojamentos e serviços turísticos da região. Para mais, possui acesso fácil à maioria das atrações do Arouca Geopark.

Já Albergaria da Serra conta igualmente com bons acessos e ganha a Arouca na espetacular experiência que é dormir em pleno planalto da Serra da Freita. No entanto, a freguesia é pequena e apresenta poucas ofertas de restaurantes, cafés, alojamentos, agências de turismo, etc.

Caso tenha poucos dias para explorar a região, e levando em conta que a área da Serra da Freita e do Arouca Geopark ainda é considerável, o melhor será dividir as noites de hospedagem por localidades diferentes, ao invés de ficar hospedado no mesmo local. Assim, você perde menos tempo na estrada e ganha mais horas para curtir os lugares mais bonitos da Serra da Freita e do Arouca Geopark.

Como todos sabem a Serra da Freita e o Arouca Geopark são hoje um dos destinos mais procurados para férias em Portugal. Assim sendo, não se esqueça de garantir o seu alojamento com alguma  antecedência. A seguir listamos os nossos alojamentos preferidos para dormir na região. Confira! 

Alojamentos confortáveis e bem localizados 

Quintãs Farm Houses: Alojamento a apenas 200 metros do centro de Arouca. Apresenta unidades confortáveis e equipadas com uma sala de estar, uma cozinha completa com uma área de refeições, quarto aconchegante e banheiro privativo. 

SaberAmar Little Country: Casa de Férias a pouco mais de 5 km do centro de Arouca. Disponibiliza acomodações aconchegantes com vista para a montanha. Possui quartos confortáveis, kitchenette equipada, piscina ao ar livre, Wi-Fi e estacionamento gratuitos!

Casa da Sousa: Alojamento de Turismo Rural localizado a 1,9 km de distância do centro de Arouca. Dispõe de acomodações confortáveis e climatizadas. Além do quarto aconchegante, todas as unidades estão equipadas com uma cozinha completa, pátio e uma sala de estar com lareira. 

Quinta do Pomarinho: Alojamento de Turismo Rural a 800 metros do centro de Arouca. Instalada numa casa renovada do século XIX, a Quinta do Pomarinho apresenta quartos climatizados, piscina ao ar livre, terraço para banhos de sol, jardim, Wi-Fi e estacionamento gratuitos! Café da manhã incluso no valor da diária!

Hotel Rural da Freita: Hotel 3 estrelas localizado na aldeia de Albergaria da Serra, em pleno planalto da Serra da Freita. Dispõe de acomodações modernas com varanda privativa, bar, Wi-Fi e estacionamento gratuitos! Café da manhã incluso no valor da diária!

Casa do Tanque T2: Apartamento alto padrão situado a 300 metros do centro de Arouca. Apresenta quartos amplos e confortáveis com vista para a montanha, uma cozinha totalmente equipada, jardim, terraço, Wi-Fi e estacionamento gratuitos! 

Roteiro Serra da Freita – Portugal: melhores locais a visitar 

A Serra da Freita é um destino belíssimo e cheio de boas surpresas, que o farão contemplar e refletir! Montanhas, vales, rios e cascatas paradisíacas são apenas algumas das atrações do destino.

Se mora no Centro ou no Norte de Portugal e procura sítios mágicos para realizar passeios e atividades ao ar livre, a Serra da Freita é uma ótima escolha.

Os passeios pela região podem ser feitos de carro, de forma independente, ou através de agências de turismo locais. Nós visitamos a Serra da Freita por conta própria e recomendamos fazer o mesmo!

Veja as dicas essenciais para um roteiro de 1, 2, 3 dias, ou para umas férias prolongadas de 7 dias, por exemplo.

1 – Passadiços do Paiva – Arouca, Serra da Freita

Os Passadiços do Paiva são um belo passeio junto ao rio Paiva. O percurso atrai multidões de visitantes e é, sem dúvida, um dos principais motivos para o sucesso turístico da Serra da Freita.

Felizmente, optamos por fazer a caminhada nos Passadiços do Paiva durante a semana, pelo que havia menos gente na região. 

A paisagem natural é fantástica, e durante o percurso avista-se belas cascatas, praias fluviais, fauna e flora nativa intocada.

O percurso de aproximadamente 9 km estende-se entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a belíssima Praia Fluvial do Vau.

Passagem por Geossítios: Garganta do Paiva (G36); Cascata das Aguieiras (G35); Praia Fluvial do Vau (G30); Gola do Salto (G31); Falha de Espiunca (G32). 

Época aconselhada para visitar os Passadiços do Paiva: Primavera / Outono

Partida: Areinho / Espiunca

Distância a percorrer: 18 km ida e volta

Duração média do trajeto: 4 horas

Nível de dificuldade: Alto

Desníveis: Acentuados 

O que levar: Água, roupa confortável, calçado apropriado para trekking e chapéu. 

2 – Praia Fluvial do Vau

Inserida na área protegida no Geopark de Arouca, a Praia Fluvial do Vau é um recanto paradisíaco para desfrutar das belezas naturais do rio Paiva.

Está localizada em plena Serra da Freita, na freguesia de Canelas – Arouca. Pode lá chegar através dos Passadiços do Paiva ou de carro pela estrada R326-1.

O local convida à prática de esportes náuticos e de aventura. Além disso, tem um pequeno bar de apoio com uma esplanada situada acima do areal com vista panorâmica para o rio e para a montanha.

3 – Garganta do Paiva

É um dos mais belos cartões de visita da Serra da Freita. A Garganta do Paiva corresponde a um segmento do rio Paiva onde o leito se torna mais estreito e se prolonga desde a Ponte de Alvarenga até ao Vau (G30). 

Pode ficar a conhecer a Garganta do Paiva durante o percurso dos Passadiços do Paiva ou de carro pela estrada R326-1 (junto à Ponte de Alvarenga, datada do século XVIII). Há estacionamento nas proximidades. 

4 – Aldeia da Paradinha

Localizada na freguesia de Alvarenga (Arouca), Paradinha é uma pequena aldeia de montanha, pertencente à rede Aldeias de Portugal.

As casas de xisto e ardósia, juntamente com o vale do rio Paiva ao fundo, formam um belo quadro em meio à natureza da Serra da Freita.

A Aldeia da Paradinha fica perto da Garganta do Paiva (10 minutos de carro) e a estrada de acesso que conduz ao povoado é a R326-1.

Durante a sua visita à Aldeia pode observar o típico casario de xisto e ardósia, os pequenos campos de cultivo em socalcos e a Praia Fluvial da Paradinha, com um belo parque de merendas e um bar junto ao rio. 

5 – Praia Fluvial Albergaria da Serra

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

Trata-se de um dos atrativos mais visitados da Serra da Freita. A Praia Fluvial de Albergaria da Serra fica entre as aldeias de Mizarela e Albergaria da Serra, perto do Miradouro da Cascata da Frecha da Mizarela.

Há zonas verdes para relaxar às margens do rio Caima, um snack-bar inserido numa casa de pedra, duchas, WC e um parque de estacionamento nas imediações.

A Praia Fluvial de Albergaria da Serra é ideal para famílias com crianças e bebés, amigos e pessoas idosas com mobilidade reduzida.

6 – Casa das Pedras Parideiras – Centro de Interpretação

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

As curiosas Pedras Parideiras da Serra da Freita são um fenómeno geológico único no mundo. Elas constituam um dos geossítios mais importantes do Arouca Geopark.

As Pedras Parideiras provêm de uma rocha com uma dimensão de aproximadamente 1 km quadrado de um granito com tons ocre. Tem como minerais essenciais quartzo, ortoclase, albite, biotite e moscovite.

A erosão faz com que os seus nódulos se libertem da “pedra-​mãe” e acumulem no solo, gerando cavidades na rocha que lhe deram o nome de Pedras Parideiras. 

O Centro de Interpretação – Casa das Pedras Parideiras (CPP) está localizado na pequena povoação da Castanheira, a apenas 8 minutos de carro da Praia Fluvial da Albergaria da Serra. Vale a pena agendar uma visita!

Horário de funcionamento: das 09:30/10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:00/17:30.

Preço do bilhete: 1€.

7 – Pedras Boroas do Junqueiro

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

Situadas no planalto da Serra da Freita, as Pedras Boroas do Junqueiro fazem parte da rede de geossítios do Arouca Geopark.

Este fenómeno incrível dá origem à criação de uma rede de fissuras poligonais nas partes da rocha mais erodidas que, na aparência, lembra uma côdea de broa de milho, e por isso as resolveram chamar: boroas. 

A atração está a menos de 10 minutos de carro do Centro de Interpretação – Casa das Pedras Parideiras. O acesso é feito pela estrada CM1237. Desde o estacionamento são apenas 150 metros a pé. Entrada gratuita!

8 – Miradouro São Pedro Velho da Serra

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

Quando visitar a Serra da Freita inclua no roteiro o Miradouro São Pedro Velho, uma das panorâmicas mais bonitas e abrangentes da região. Este marco define uma altitude de 1077 metros, um dos pontos mais altos da Serra da Freita. 

Quando o céu está limpo, o Miradouro permite observar o magnífico vale de Arouca, as elevações do Gamarão, o vale do Paiva, a Serra de Montemuro, o Douro Valley e as demais serranias a Norte deste rio, como as de Valongo e as minhotas até ao Gerês.

Girando o olhar, na direção Sul, avista-se a Serra do Caramulo, o Vale do Mondego, a Serra da Estrela e o Vale do Vouga.

Ainda na direção ocidental é possível avistar o Oceano Atlântico, que se estende aproximadamente desde a Póvoa de Varzim até à Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz), com especial destaque para os braços da ria de Aveiro. Simplesmente imperdível no horário do pôr do sol!

9 – Panorâmica do Detrelo da Malhada

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

A Panorâmica do Detrelo da Malhada é um fantástico miradouro a perder de vista, na localidade de Moldes, em plena Serra da Freita e a 1099 metros de altitude.

Pode visitar o Detrelo da Malhada após a visita ao Miradouro de São Pedro Velho da Serra. São apenas 5 minutos de carro (2,8 km), percorridos pela estrada EM511.

Deste belo miradouro avista-se as elevações do Gamarão, o Vale do Paiva, a Serra de Montemuro, o encaixe do Douro Valley e as Serras da região de Valongo até ao Gerês.

Dica: Prepare a máquina fotográfica porque a Panorâmica do Detrelo da Malhada é um dos melhores locais para tirar fotos na Serra da Freita. Simplesmente espetacular!

10 – Monte e Capela da Senhora da Mó

O geossítio Panorâmica da Senhora da Mó situa-se num dos pontos mais elevados da vila de Arouca. Para além da vista deslumbrante, o Monte da Senhora da Mó é um local de culto religioso.

Neste ponto existe uma pequena Capela de arquitetura árabe, dedicada à Senhora da Mó, e que se acredita ter sido edificada durante o século XVI. 

Os festejos em honra da Senhora da Mó (padroeira dos campos, das colheitas e dos animais e protetora contra as secas e as trovoadas), decorrem anualmente nos dias 7 e 8 de setembro. 

11 – Mosteiro de Santa Maria de Arouca

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

Mosteiro de Santa Maria de Arouca: Visitar a Serra da Freita

Trata-se do mais importante monumento histórico da vila de Arouca, classificado Monumento Nacional, a 16 de junho do ano de 1910.

O Mosteiro de Santa Maria de Arouca é um edifício monástico constituído por igreja, coro, claustro, dormitórios e cerca.

De salientar a rica talha dourada da sala do coro e o magnífico órgão de tubo no interior da igreja, além da bela história de uma rainha: A Rainha Santa Mafalda.

A visita completa ao Mosteiro é guiada, e dura cerca de 1 hora, com informações valiosas sobre o monumento. Imperdível!

Endereço: Av. 25 de Abril 16, 4540-101, Arouca – Portugal

12 – Praça Brandão de Vasconcelos – Arouca

Praça Brandão de Vasconcelos – Arouca: Visitar a Serra da Freira

Local central da vila de Arouca, com atrações históricas e ruas típicas ali bem perto. De frente para o Mosteiro de Santa Maria de Arouca, a Praça Brandão de Vasconcelos é um dos principais pontos de encontro de cultura. 

Este belo largo acolhe o Chafariz de Sobrado (composto por tanque octogonal com base e bordo saliente) a antiga Capela da Misericórdia, um anfiteatro natural em jeito circular, duas fantásticas tílias centenárias e diversos cafés com agradáveis esplanadas e restaurantes regionais para degustar comida típica. 

13 – Aldeia de Drave

Drave é uma aldeia desabitada e isolada do mundo. Está localizada numa cova profunda entre as Serras da Freita, de São Macário e da Arada, inserida no Arouca Geopark.

Esta Aldeia típica de montanha apresenta uma Capela e casas de pedra lousinha e cobertura de xisto, mas a maioria encontra-se em ruínas, infelizmente!

Os grandes atrativos de Drave são as vistas deslumbrantes das “Montanhas Mágicas” e as lagoas naturais formadas pelas águas azuis e cristalinas da Ribeira de Palhais. 

Entretanto, a única maneira de chegar a Drave é a pé. E já avisamos: o percurso não é fácil! Não pela distância, mas pela condição do piso cheio de pedregulhos, principalmente o primeiro 1,5km. 

O Trilho de cerca de 10 quilómetros (ida e volta), começa na aldeia de Regoufe (PR14: Aldeia Mágica). Obrigatório levar água e calçado apropriado para trekking!

Dica importante: Os melhores meses para visitar Drave são Maio e Junho, altura perfeita para desfrutar das lagoas (as atrações mais bonitas de Drave!). Durante os meses de Agosto, Setembro e Outubro, as piscinas naturais costumam ficar secas. 

14 – Portal do Inferno e Garra

Belo miradouro natural, localizado em pleno coração do Maciço da Gralheira, com vista espetacular para as Serras de São Macário e da Freita.

O nome Portal do Inferno deve-se ao estreito local de passagem situado na extremidade que separa os vales escarpados com quase 1000 metros de altitude de penhascos e um maciço de xisto imponente.

Localizado na divisa entre o concelho de Arouca (Aveiro) e o de São Pedro do Sul (Viseu), este geossítio possui um elevado interesse panorâmico, sobretudo para a «Garra», que não é mais do que uma forma de relevo entrecortada por várias linhas de água, mais ou menos profundas, que faz lembrar a garra de uma águia.

Dica: chega-se ao Portal do Inferno de carro pelas estradas EM510 e EM567. A partir de Arouca são apenas 24 km de distância. Contudo, próximo ao Portal o percurso é sinuoso, por esse motivo a condução requer uma atenção redobrada. Está gostando das dicas sobre visitar a Serra da Freita? Salve o post nos favoritos!

15 – Ermida e Capela de São Macário

A Serra de São Macário é um local de interesse geológico que constitui um fantástico panorama da região oriental do imponente Maciço da Gralheira.

A partir desta serra também é possível vislumbrar as serras do Montemuro, da Estrela e do Caramulo, e o Vale de Lafões mais ao fundo.

Para além disso, é na Serra de São Macário que se encontra um dos mais pitorescos Santuários de Montanha da região, composto por duas pequenas ermidas ou capelas: a de São Macário de cima, e a de São Macário de baixo, construídas em memória de um eremita que, segundo a reza a lenda, se tornou santo e padroeiro desta serra.

Dica: Aconselhamos vivamente que visite a Serra de São Macário na primavera, altura em que as montanhas estão repletas de flores coloridas.

Cascatas na Serra da Freita e arredores

Se é fã de cascatas, poços e piscinas naturais, a Serra da Freita é um dos locais indicados para se deslumbrar. Umas quedas d’água maiores que outras, é certo, mas todas têm a sua beleza e encanto. Descubra a seguir as melhores cascatas a visitar na Serra da Freita e arredores. 

16 – Cascata da Frecha Mizarela

Cascata da Frecha Mizarela: Visitar a Serra da Freita

Arriscamos a dizer que uma das cascatas que mais gostámos de visitar na Serra da Freita foi a emblemática Cascata da Frecha Mizarela, alimentada pelas águas cristalinas do rio Caima.

Próxima da povoação de Albergaria da Serra (concelho de Arouca), a Cascata da Frecha Mizarela está localizada em pleno rochedo granítico do planalto da Serra da Freita, a uma altitude de cerca de 910 metros.

A queda d’água é uma das mais altas de Portugal e avista-se do chamado Miradouro da Frecha da Mizarela. O acesso ao Miradouro é fácil e pode lá chegar tranquilamente de carro, o Google Maps ensina o caminho. 

No entanto, se pretende explorar a base da cascata e ir dar uns mergulhos nas lagoas naturais, não se esqueça de levar roupa confortável, traje de banho e calçado adequado para trekking, bem como chapéu e água.

O Trilho da Frecha da Mizarela tem a designação de PR7, “Nas Escarpas da Mizarela”, é uma caminhada circular, de 8 km de distância, com início no Parque de Campismo do Merujal ou no Miradouro da Frecha da Mizarela. O percurso pedestre não é fácil, mas a paisagem envolvente compensa tudo (e rende fotos lindas!).

17 – Cascata das Aguieiras

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

A encantadora Cascata das Aguieiras é alimentada pelas águas da ribeira das Aguieiras que, após atravessarem a freguesia de Alvarenga, despencam pelas escarpas graníticas do rio Paiva, cujo cenário é de grande beleza natural.

A imponente queda d’água pode ser contemplada a partir de um belo miradouro integrado nos Passadiços do Paiva, um dos atrativos turísticos mais visitados da Serra da Freita. A não perder!

18 – Pocinho do Amor

Destino encantador e que rende experiências maravilhosas! Localizado em Drave, a Aldeia Mágica pertencente à rede de percursos pedestres do Geoparque de Arouca, o Pocinho do Amor é o recanto perfeito para relaxar a dois.

A piscina natural de águas azuis e cristalinas, estão cercadas por um lindo cenário preenchido pela vegetação nativa e uma ponte de xisto atrás da pequena queda d’água.

Para lá chegar, há que percorrer um Trilho de cerca de 10 quilómetros (ida e volta), desde aldeia de Regoufe (PR14: Aldeia Mágica), como já referido no texto acima.

Dica importante: Os melhores meses para visitar Drave são Maio e Junho, altura perfeita para desfrutar das lagoas (as atrações mais bonitas de Drave!). Durante os meses de Agosto, Setembro e Outubro, as piscinas naturais costumam ficar secas. 

19 – Lagoa da Ribeira de Palhais

Seu atrativo não está propriamente na altura da queda d’água, mas sim na lagoa natural de água azul e translúcida, que rende uma das paisagens mais cênicas da Serra da Arada, inserida no Arouca Geopark.

A Lagoa da Ribeira de Palhais fica escondida em Drave, a poucos metros de distância do Pocinho do Amor e dum pequeno parque de campismo e de merendas. A partir daí, o acesso é feito por um belo trilho, vencido em 5 minutos.

Dica importante: Os melhores meses para visitar Drave são Maio e Junho, altura perfeita para desfrutar das lagoas (as atrações mais bonitas de Drave!). Durante os meses de Agosto, Setembro e Outubro, as piscinas naturais costumam ficar secas. 

20 – Poço Azul

O Poço Azul é um lugar especial às portas da Serra da Freita. Com águas transparentes para um bom banho, as piscinas naturais são uma das atrações favoritas entre os turistas que visitam o Maciço da Gralheira.

As quedas d’água são pequenas, mas o principal poço com mais de 3 metros de profundidade, é simplesmente maravilhoso!

O Poço Azul é formado pelas águas da ribeira da Landeira. A água é tão transparente que permite ver o fundo do poço, e quem mergulha consegue ainda enxergar a grande pedra que dá tons de azul e verde à água. Espetacular!

Além da paisagem deslumbrante encontrada por ali, os visitantes ainda podem desfrutar de um belo e agradável parque de merendas repleto de árvores frondosas. 

O Poço Azul faz parte da chamada “Rota da Água e da Pedra das Montanhas Mágicas”. Para lá chegar você precisa viajar até à pequena aldeia de Sabrosa, a cerca de 4 Km de Santa Cruz da Trapa (concelho de São Pedro do Sul).

Chegando na povoação estacione o carro no Largo do Cruzeiro, e depois siga a pé durante 500 metros até ao poço. No largo da aldeia há uma placa que indica o caminho. 

21 – Poço Negro

 

O Poço Negro é um dos nossos refúgios preferidos às portas da Serra da Freita. Espere encontrar uma enorme piscina natural de cor verde diamante, que alia as águas fascinantes do rio Teixeira às pedras graníticas polidas pela erosão milenar, numa harmonia perfeita para os sentidos.

O Poço Negro está localizado próximo de Sernadinha, uma pequena povoação mesmo ao lado da aldeia de Manhouce, no concelho de São Pedro do Sul.

Uma vez em Sernadinha vai encontrar placas indicando o caminho para o Poço Negro, a mais famosa atração local da região. O acesso pode ser feito de carro ou a pé, por um estradão de terra batida de aproximadamente 1,5 km.

Se optar por descer até ao rio de carro, estacione junto ao parque de merendas, que fica a 300 metros após passar pelo portão verde.

A partir do parque desça pelo trilho à esquerda que conduz ao poço (50 metros). O acesso é sinuoso, por isso recomenda-se cautela na descida para os banhos. 

22 – Poço da Silha

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer 

O Poço da Silha está localizado em pleno Maciço da Gralheira, às portas da Serra da Freita. É um local de rara beleza, muito acessível a partir de Manhouce, pequena aldeia de montanha, no concelho de São Pedro do Sul. 

E o acesso, com uma trilha de apenas 1,5 km (ida e volta), não é tão difícil, o que a torna um bom passeio para todas as idades. 

O rio Teixeira, considerado um dos rios mais bonitos da Europa, é o responsável por alimentar este poço de águas cristalinas sem igual e puras dando um toque azul-esverdeado ao poço.

Mesmo no verão, a temperatura da água é fresca, mas quem resiste a um belo mergulho nesta paisagem encantadora?

23 – Cascata e Poço da Barreira

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

A Cascata e Poço da Barreira é um dos mais belos tesouros do Maciço da Gralheira. Fica num vale apertado e numa paisagem natural deslumbrante, que combina harmoniosamente os tons verde da vegetação nativa com os tons ocre da rochas polidas pela erosão.

A queda d’água que aqui ocorre é alimentada pelo rio Teixeira, que alimenta uma piscina natural fantástica, muito convidativa a mergulhos refrescantes nas tardes quentes de verão. 

Este é mais um local perfeito para abraçar a tranquilidade, fugir da correria das cidades barulhentas e se aventurar pela natureza.

A Cascata e Poço da Barreira está localizada junto à CM1232, a apenas 600 metros do centrinho da aldeia de Manhouce.

Após estacionar o carro junto à Ponte sobre o rio Teixeira, vai encontrar uma placa com a sinalização para o Poço da Barreira.

O acesso à parte de cima da queda d’água é super fácil (50 metros a pé), mas tenha atenção na descida para os banhos. 

24 – Trilhos e Percursos Pedestres na Serra da Freita e Arouca Geopark

A Serra da Freita é um prato cheio para quem gosta de caminhadas e atividades ao ar livre. Como tal, há que calçar as botas de trekking e explorar os melhores percursos pedestres da Serra da Freita.

Verifique a seguir a lista dos Trilhos mais bonitos e que não pode perder quando visitar a Serra da Freita. 

PR1 Caminhos do Montemuro – 19 km

PR2 Caminhos do Vale do Urtigosa – 11 km

PR3 Caminhos do Sol Nascente – 13 km

PR4 Cercanias da Freita – 13 km

PR5 Livraria do Paiva – 3 km

PR6 Caminho do Carteiro – 6 km

PR7 Nas Escarpas da Mizarela – 8 km

PR8 Rota do Ouro Negro – 6 km

PR10 Rota dos Aromas – 11 km

PR11 Trilho das Levadas – 11 km

PR13 Na Senda do Paivô – 4,5 km

PR14 Drave, a Aldeia Mágica – 4 km

25 – Gastronomia na Serra da Freita

Serra da Freita: cascatas e locais a visitar, roteiro com o que ver e fazer

A Vitela assada e a Posta Arouquesa (laminada e servida em tábuas de madeira), são os pratos mais afamados da Serra da Freita, dada a qualidade da carne e a mestria dos temperos.

Mas o tradicional Cabrito assado no forno a lenha, o Bacalhau com Broa e o Ensopado de Borrego são também pratos muito apreciados na região.

Os enchidos recomendam-se e… quanto aos doces conventuais, a variedade é tanta que o difícil é mesmo escolher. Há castanha doce, morcelas, barriga de freira ou charutos de ovos moles, do único produtor de doces conventuais de Arouca. Vale a pena provar!

Para comer bem vá aos restaurantes Parlamento e Assembleia, ambos localizados em plena Rua da  Travessa da Ribeira 2, 4540-148, Arouca (Centro Histórico da Vila). 

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